09/09/2026 às 12:04

Quando um retrato ultrapassa o evento

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4min de leitura

A fotografia foi feita no HJ Conference 2025, em Concórdia. Meses depois, a mesma imagem chegou à capa do plano de governo de uma candidatura à Presidência da República.

Algumas fotografias são feitas para um momento.

Outras acabam encontrando uma vida muito maior do que aquela que imaginávamos quando apertamos o obturador.

Em 2025, durante o HJ Conference, em Concórdia, tivemos a oportunidade de fotografar Augusto Cury.

Naquele momento, ele estava ali como palestrante.

Nós estávamos ali como fotógrafos.

Era mais um dia de trabalho, dentro de um evento que reúne pessoas, ideias, histórias e nomes de projeção nacional. E entre os vários nomes que participaram da edição de 2025 estava o de Augusto Cury, que tinha a missão de encerrar aquela edição.

Entre as imagens produzidas naquela ocasião, fizemos o retrato que aparece nesta página.

Naquele dia, porém, não fotografamos um candidato à Presidência da República.

Fotografamos Augusto Cury.

E talvez seja justamente isso que torne a história deste retrato tão interessante.

O clique acontece em segundos. A história do retrato, não.

Quando uma fotografia é produzida, enxergamos apenas o presente.

A pessoa diante da câmera.

A luz.

O cenário.

A expressão.

O enquadramento.

A decisão de apertar o obturador naquele instante e não um segundo antes ou depois.

O fotógrafo consegue controlar esse momento.

O que ele não consegue controlar é o caminho que aquela fotografia fará depois.

Uma imagem pode permanecer em um arquivo durante anos.

Pode ser publicada em uma rede social.

Pode aparecer em uma matéria.

Pode ilustrar um livro.

Pode ser utilizada em uma apresentação.

Pode acompanhar uma trajetória profissional.

E, em determinados casos, pode acabar ocupando um lugar que ninguém imaginava no momento em que foi produzida.

Foi o que aconteceu com este retrato.

Do palco do HJ à capa de um documento oficial

Hoje, Augusto Cury é candidato à Presidência da República pelo Avante. A candidatura foi oficializada pelo partido em agosto de 2026.

Como parte do processo eleitoral, sua candidatura apresentou à Justiça Eleitoral o documento “O Brasil dos Nossos Sonhos”, que reúne as propostas de governo da chapa. O documento está disponível publicamente para consulta.

E é justamente nesse documento que a fotografia produzida por nós aparece.

A mesma imagem.

O mesmo retrato.

Outra circunstância.

Outro momento.

Outro significado.

A fotografia mudou de contexto sem precisar ser refeita.

É aqui que existe uma diferença entre fotografar e construir um retrato

Uma fotografia de evento pode registrar que determinada pessoa esteve naquele lugar.

Um retrato construído procura fazer mais.

Procura organizar elementos para que aquela pessoa seja percebida de determinada maneira.

A postura.

A expressão.

A luz.

O enquadramento.

A distância.

A escolha do momento.

Nada disso acontece por acaso.

E é por isso que, para nós, um retrato profissional não termina quando a câmera é guardada.

Ele continua trabalhando cada vez que alguém olha para aquela imagem.

Neste caso, o retrato deixou o contexto do evento e passou a integrar uma peça de comunicação pública ligada a uma candidatura presidencial.

O evento terminou. A fotografia continuou.

Uma fotografia feita em Concórdia

Existe ainda um detalhe que nos interessa particularmente.

Essa imagem não nasceu em um grande estúdio de produção política.

Não foi feita em Brasília.

Não foi produzida originalmente como fotografia de campanha.

Ela foi feita em Concórdia, Santa Catarina, orgulhosamente durante o HJ 2025.

Isso nos lembra de algo que o mercado da fotografia muitas vezes esquece:

O tamanho do lugar onde uma fotografia é produzida não determina o alcance que ela pode alcançar.

Uma câmera está diante de uma pessoa.

O fotógrafo faz seu trabalho.

E o mundo pode decidir, depois, onde aquela imagem vai aparecer.

Nós não planejamos o destino. Planejamos o retrato.

Essa talvez seja a parte mais importante dessa história.

Quando fizemos essa fotografia, não sabíamos que ela estaria na capa de um plano de governo meses depois.

Não havia como saber.

E nem deveria haver.

Nosso trabalho naquele momento era outro:

fazer um bom retrato.

Construir uma imagem que tivesse qualidade suficiente para continuar funcionando mesmo quando o contexto original deixasse de existir.

Porque fotografia profissional também é isso.

É pensar no presente sem ignorar que uma imagem pode atravessar o tempo.

O retrato que encontrou um novo lugar

Hoje, quando olhamos para essa fotografia no plano de governo, existe algo que nos causa satisfação profissional.

Não apenas porque a imagem foi escolhida.

Mas porque ela demonstra, de maneira concreta, uma ideia na qual acreditamos:

uma fotografia bem construída pode ter uma vida muito maior do que o momento em que foi criada.

O fotógrafo faz o clique.

A história continua sem ele.

E, às vezes, aquela fotografia volta para dizer que o trabalho feito naquele instante encontrou um lugar que ninguém poderia prever.

Não planejamos esse caminho.

Mas construímos a fotografia que fez esse caminho possível.

Um retrato pode ser feito hoje.

O que ele fará amanhã, ninguém sabe.


Portanto, não procure apenas um fotógrafo.

Escolha quem sabe construir o seu retrato.

Fotografe conosco.

09 Set 2026

Quando um retrato ultrapassa o evento

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