14/08/2020 às 21:06

Em 2020 fui mãe de onze.

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Faz tempo que queria contar este milagre, o de ser mãe de onze crianças no mesmo ano.E queria dividir isso pois entendo que ser mãe é uma das missões mais importantes que existem neste mundo.E ser mãe de onze, no mesmo ano, tornou este conturbado 2020 em algo muito especial.E eu, homem, radialista/fotógrafo, fui mãe de onze crianças lindas.E se não fosse o tal Covid19, teria parido no mínimo vinte filhos até agora.Explico o milagre, pequeno gafanhoto:

No início do ano, recebi da minha amiga (e mãe), Rafa Pille, uma mensagem dizendo resumidamente, mais ou menos assim:"Marcão... Estou com um projeto a ser lançado em março, que ainda está sem nome, mas, que contará a história de mães e seus filhos.Serão mães muito especiais falando de amamentação, puerpério, adoção, inseminação artificial, transplantes, violência, riscos, perdas, superações etc, etc, etc e, preciso de um fotógrafo e quero que seja você. Aceita?"Bom!Foi naquele momento que minha primeira gestação iniciou e aproximadamente 15 dias depois, já estava parindo meu primeiro filho.E como todo primeiro filho, sofri a tensão do parto.

                                                                                                              Iolanda Anzanello e o pequeno Saulo foi meu primeiro parto, repleto de dores e tensão.

O destino (a Rafa na verdade), achou por bem que meu primeiro parto seria com a Iolanda Anzanello, mãe do Saulo.Na hora disse: OK! Beleza!!Quinze minutos depois a ficha caiu e me toquei que a "tal" Iolanda é esposa do Nélio Liotto, um puta de um fotógrafo, já com seu nome consolidado no mercado.As pernas tremeram, mas, mantive a pose.Aguentei  as náuseas, a vontade frequente de urinar, as cólicas, o inchaço, as mamas sensíveis, os enjoos.No dia marcado para as fotos, a última dor antes do parto: O próprio Nélio nos recebe em sua casa.O grito, a força de uma parto natural e, fotos feitas.Sem nenhum tempo para me recuperar do primeiro parto, conheci  primeiramente , através da Rafa, a história da mamãe Dai Rech, e do pequeno gigante Gonçalo.E que história linda.Esse foi meu segundo parto.

                                                                                                                                                                                                                             Dai Rech e o gigante Gonçalo

(Abro um parênteses aqui para dizer que no final eu te falo onde você conhecerá todas estas histórias)

Após meu segundo parto e já mais acostumado com as alterações do corpo, meus filhos foram sendo revelados em muitos cliques e muitas histórias.Por vezes, lindas como um conto de fadas do tipo em que no final o cavaleiro dourado aparece e salva a vida do príncipe.Sim! Os príncipes também precisam de ajuda, como o príncipe João Pedro, filho da mamãe Daiane Parizotto, e que encontrou um cavalheiro real em seu caminho, e que salvou sua vida.

                                                                                                                                   O príncipe João Pedro protegido por sua rainha Daiane e por seu cavalheiro.

A cada parto, muitas histórias iam sendo descobertas e contadas.Descobri dores nunca sentidas.Senti o ar faltar.Revoltei-me com a ausência do pai.Sorri com cada novo sorriso (com ou sem dentes), recebido.Percebi que cada filho possui sua particularidade.Alguns nascem fortes.Outros, precisam de um tiquinho mais de atenção até, como diria minha querida avó no seu fraco pensar, "ganhar viço", como aconteceu com o Emanuel.

                                                                                                                                                                                                                  Emanuel e a mamãe Camila Battisti

Meus partos seguiram e em cada um deles me sentia diferente, mais pleno, mais rico, entendendo um pouco mais este mundo da maternidade, falando de fraldas, de sapatinhos, de febre, de dores, puerpério e de amamentação.Ah! O momento da amamentação.Os seios doendo devido a mastite mas plenos de leite.Vazando.A dor e a delícia  de ver a pequena Cecília e a mamãe Natália, pele com pele.Que momento lindo!

                                                                                                                                           Natália Barreiros e a pequena Cecília em um momento repleto de amor

Os filhos a cada dia, cada semana, seguiam nascendo, a vida deste que vos escreve corria seu curso natural, aprendendo sobre baby blues, inchaço, depressão e muitas outras coisas ligadas a maternidade.Aí veio a pandemia.Aborto! Aborto! Aborto!Abortamos todos os outros filhos que nasceriam, pois gestantes, bebês, famílias e eu mesmo deveríamos nos recolher em nossos lares.Era a quarentena que estava nascendo.E mais uma vez o destino aprontou das suas e quis que meu último parto fosse feito.E fiz!No dia 19 de março, dei as boas vindas ao meu último filho até este momento.O Théo chegou trazendo a esperança de dias melhores, onde nós homens, possamos valorizar ao máximo a força que existe em cada mulher, em cada história.Mulheres que optaram pela maternidade.Mulheres que não optaram pela maternidade, também. E está tudo bem!!Mulheres como a Ju, a Camila, a Soraia, a Magali, a Ane, a Luciane, a Patricia, a Monalisa, a Rafa e tantas outras.Obrigado Rafa Pille, por me convidar a contar estas histórias através do meu olhar.Registrar meus filhos, sentir a dor de meus partos e compartilhar estas histórias me tornou um homem melhor.

                                                                                                                                                                                                                                               A chegada do Théo 

Hey!Antes de você ir embora, só deixa eu te falar que todas estas histórias de mães/mulheres reais, você vai poder conferir muito em breve no site do Nossa Mãe do Céu .Mas se você já quer ter uma prévia de todo conteúdo que a Rafa Pille está preparando para você, segue ela no seu instagram @nossamaedoceu.

Lá as histórias, dores e alegrias são compartilhadas para todos, inclusive para os homens que não fazem a menor ideia do que seja "baby blues".

14 Ago 2020

Em 2020 fui mãe de onze.

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